sábado, 27 de novembro de 2010

Bang-bang, estatísticas e verdades.



Ligo a televisão, em um canal passa imagens “exclusivas” de traficantes fugindo, outro canal mostra tiroteio inédito. Mudo o canal, tanques de guerra e em outro canal pausa para o Merchan do remédio para Osteoporose.

Chato ter que tocar nesse assunto depois dessa overdose de imagens de Bang-bang urbano. Aqui no Rio de janeiro não se fala em outra coisa, seja na televisão ou nas ruas. Não poderia me calar e ser imparcial, sou carioca e amo minha cidade, sei que grandes problemas sociais existem aqui e não há como virar as costas para eles nessa explosão de desespero que invadiu a cidade.

Para início de conversa, muito fácil ficar aqui escrevendo como é ótimo ver a polícia invadir e “acabar” com o tráfico. Muito fácil! Difícil e morar nos locais onde “a bala come solta” e ver sua casa esburacada de balas, difícil e saber que uma filha de 14 anos morreu nos braços da mãe, vítima de bala perdida, difícil é ter que sair para trabalhar no meio do tiroteio e mais difícil ainda saber que não será a ultima vez que acontecerá isso...

ENTÃO VOCÊ ACHA QUE O ESTADO NÃO DEVERIA COMBATER O TRÁFICO? Eu acho que o Estado já deveria ter feito isso há muito tempo! Mas de forma diferente. Antes de entrar atirando e ser recebido com armamento pesado, colocando inocentes em perigo, a Polícia Militar, Civil, Federal e forças Militares teriam que unir-se para desarticular as facções criminosas, enfraquecê-las, investigar como armas pesadas chegam às mãos dos traficantes. Os senhores deputados, vereadores trabalharem seriamente para endurecer as leis, mas a lei para todos, não só para o pobre, favelado, já que acabamos por ver que pior que estava realmente FICOU!!!

Não se iluda achando que matando meia dúzia de traficantes, as organizações criminosas terão fim. Não terão enquanto o verdadeiro BANDIDO aquele que se esconde atrás das leis também não for combatido. Como você acha que tantas armas e drogas chegam à cidade do Rio de Janeiro?
O bandido das favelas, o que aperta o gatilho, não passa de um simples boneco ventríoloco nas mãos dos poderosos, aqueles que realmente faturam com tráfico e não estão nem ai se o bandido bunda mole da favela morreu. O que realmente incomoda é o prejuízo que tal ação está dando aos cofres criminosos.

Mas é assim que as grandes guerras começam. Sempre com motivos que facilmente se resolveriam com uma simples lógica. Os inocentes que morrem, “serão por um bom motivo”, viram estatística. Com isso eu não concordo! Não concordarei nunca! E duvido que a situação do Rio de Janeiro se resolva com essa ação. Se o Estado, através de ações publicas de combate ao crime, não impedir que armas entrem, que policiais corruptos e políticos desonestos continuem no poder, que ordens e comandos de anarquias como essas saiam dos presídios, então essa grande ação, que deixa uma grande paranóia na cabeça dos cariocas, será em vão.

Sem perder a ternura jamais... Twitter: http://twitter.com/#!/A_desbocada

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Despudorados II (só leia se for um... Ou não...)

Léo. Foi o que foi dito, um simples apelido. E para que mais? Nenhuma intimidade, a não ser a necessária para a satisfação do trio.
Pelo retrovisor Karina observa Léo. Pode ver o olhar devorante do homem nela. Um silêncio desconfortante invadiu o carro. Ricardo, sempre muito comunicativo, quebra o gelo:
-Léo, você sabe qual motel pode entrar dois homens e uma mulher? Ou então, vai ter que se abaixar ai atrás.
-Me abaixo, cara! Sem problemas... To acostumado!
Riram, o clima foi ficando mais leve e descontraído. Ricardo despreocupadamente fala, dando um risinho sem vergonha pelo canto da boca:
-Karina, meu amor, você quer pular para o banco de trás? Afinal, não podemos ser mal-educados com nossa visita...
Léo também riu, gostou da ideia e Karina pelo espaço dos dois bancos da frente passou, sentando ao lado do desconhecido que a puxou pela cintura em direção ao colo dele.
-Fica pertinho!
Disse isso sussurrando já com uma das mãos no meio das pernas de Karina. Ela se assusta com a rapidez do homem, mas ao mesmo tempo gosta, sente-se atraída por ele, que fala novamente:
-Ficou molhadinha... Que delicia! Me beija?
E com a outra mão aperta e faz uma leve força na nunca de Karina em direção a boca dele, ela quer beijá-lo, mas pensa em Ricardo, o que deve estar pensando? Afinal, ela até então, nunca fez tal coisa... Recusa o beijo, olha o reflexo de Ricardo pelo retrovisor, que parecia aprovar a situação. A voz disse decididamente:
-Beija! Quero ver...
Karina levanta um pouco, abre as pernas, senta no colo do sujeito novamente e beija o desconhecido, que já levanta seu vestido exibindo a pequena calcinha preta para Ricardo...

No motel, Ricardo afasta-se um pouco, deixando Léo e Karina “mais a vontade”.
Ao observar atentamente a cena que se segue, vê Karina cochichando algo com Léo, mas não pergunta o que falaram, apenas sente um enorme desejo de passar de espectador para participante. Aproxima-se e de bem pertinho observa Karina fazer sexo oral em Léo. Karina olha Ricardo profundamente, o beija com boca de puro sexo e Léo oferece a Ricardo a ação que Karina fazia nele... A noite foi bem longa...

Se Ricardo e Karina ainda estão juntos? Claro que sim! Casados e felizes. Karina tem um relacionamento que pode variar sempre, com a aprovação do seu agora marido. E Ricardo tem uma mulher maravilhosa, que realiza todos os seus desejos...
Felizes para sempre!
E quem pode criticar? Cada um é feliz a sua maneira...
The end.

De médico, louco e voyeur todos têm um pouco. No twitter: http://twitter.com/#!/A_desbocada

OBS: Por motivos pessoais, esse será o último conto erótico que escrevo. Sei que perderei uns três leitores assíduos, mas continuarei escrevendo contos sobre nos, criaturas frágeis humanas.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Despudorados (Não leia se tiver pudores!)


Lá estava Karina, dentro do carro de Ricardo. A saia curta subiu ainda mais no banco do carona, exibindo assim as belas pernas de pêlos aloirados da morena. Como por impulso as mãos masculinas alisam a coxa de pelos aloirados. Sentiu tesão nela, a voz ofegante falou:
-É um pecado, me deliciar nessas coxas e ninguém ver...
-Como? – Respondeu Karina sem entender.

-Vou te mostrar um lugar...




 Era um lugar a céu aberto, onde os carros estacionam. Os casais param ali, justamente para namorar. Nada de demais para Karina, até que Ricardo aponta para a escuridão:
-Olha ali. Tá vendo?
Karina firmou os olhos e viu na penumbra formas humanas, sombras, pessoas zanzando olhando para os carros. Ricardo continuou...
-Eles ficam aqui, vendo os casais namorarem. São voyeurs... E tem também os casais que consentem que gostam de se exibir...
Karina ficou calada, observava o mundo novo que se abria ali na sua frente.
Ricardo insiste:
-Você deixa eles olharem? Olhar a gente namorar? Não abro o vidro!
Karina ficou muda. Não sabia se ia conseguir...
Ricardo voltou a colocar a mão nas coxas dela. Beijou-a com muita vontade, a mão subiu segurando com firmeza. Deitou o banco do carro e pegou Karina com força, colocando-a no seu colo. Enfiava a língua na boca dela. As mãos subiam por baixo do vestido, que enrolava exibindo assim a beleza traseira da moça.
Karina beijava Ricardo e no auge no tesão abriu os olhos, deparando-se com um desconhecido a olhar pelo vidro do carro, com o sexo ereto, alisando-se. Levou um susto!

O Tesão acabou. Ela não se sentiu mais à vontade...
Ricardo muito sussurrante, diz:
-Relaxa! Ele tá só olhando, sentindo tesão em você! Você é linda, gostosa! Vem cá...
-Desculpa Ricardo! Eu não consigo! Podemos ir embora?
-Claro! Vamos sim...

Ricardo não insiste, e sem problema algum liga o carro e saem em busca de um motel.
No motel, Ricardo, muito convincente, lábia de homem vivido, faz sexo com Karina, falando as putarias que gostava de fazer, tentando incentivar a moça a gostar de se exibir. Abriu as janelas do quarto e falava gemendo:
-Imagina alguém ali, olhando, te desejando, te achando maravilhosa... Isso não te excita?
Imaginando a cena, Karina gosta, se sente desejada, fogosa... Teve orgasmos imaginando um desconhecido, ardente de desejo por ela.
Pronto! Ricardo conseguiu o que queria: despertar a exibicionista que existia em Karina.

Três dias se passaram e o casal volta a se encontrar. Partiram para o ponto de encontro de anterior já conhecido pela moça.
Lá chegando, Ricardo não perde tempo, ataca a nova exibicionista, que não se faz de rogada e ataca também, chamando atenção dos presentes. Em pouco tempo em volta do carro onde se encontra o casal, amontoa-se alguns homens. Ricardo parecia extasiado de desejo!
O que dirá Karina, que passava pela sua primeira experiência exibicionista? Karina? Soltou-se! Gostou de vez da tal putaria... Ricardo, muito eufórico, pergunta para Karina: - Tem vontade de pegar em algum?
Karina responde:
-Eu tenho! E você? Posso pegar e você ficar vendo? Escolhe alguém...
Ricardo tremeu... O que queria dizer Karina com isso?
Conhecia de vista todos ali presentes, mas um em especial chamava a atenção, era o que diziam na roda do ponto de encontro “pau bonito”. Alto, loiro, olhos claros, Karina também gostou dele...

Ricardo saiu do carro, chamou o homem, conversaram, pareciam combinar algo. O homem entrou no carro e saíram dali...

Continua...
Obs: Já escrevi o final desse conto e em três dias postarei. Não perca o final surpreendente...

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Cancelamento, Pureza e o caralho

Como poucos sabem, tive sérios problemas de conexão. Durante um mês, entre idas e vindas a lan house, liguei para minha internet banda larga todos os dias, a fim de tentar resolver o problema para no mínimo ser atendida decentemente ou ter auxilio de um técnico da empresa. Comprei Modem, paguei técnico particular e enfim... Fim do romance que durava quatro anos... Foi tão difícil terminar que nada deveu a um romance qualquer a que estamos acostumados, mas estava decidida a terminar.


Após várias tentativas, escutar gravações, promoções, cair em lugares errados, minha paciência estava no limite.

Diálogo do Fim

-Boa tarde, meu nome é PUREZA, me informe seu nome e o nº do telefone com DDD.

-Qual o seu nome?

-Pureza, senhora.

Coloquei a mão no gancho do telefone e dei minha famosa gargalhada... Porra! “Pureza”, não tinha como não rir... Dei meu nome e o nº do telefone e prossegui calada. Pureza quebrou o gelo:

-Qual o motivo da sua ligação DONA Fabiana?

-Quero cancelar o Oi/Velox

-E qual seria o motivo?

Pensando: Que inferno! Quero cancelar, caralho! Tenho que dar explicações sobre tudo que NÃO QUERO. Não quero e acabou. Respirei... Saco!

-Estou sem internet há um mês. Já tentei tudo e descobri agora por acaso, que meu provedor foi cancelado sem motivo. (Já falando roboticamente, sem agüentar dar a mesma explicação várias vezes)

- Só um minuto senhora, vou verificar as informações... Vou estar agora passando a ligação para outro setor, porque daqui só verifico o sinal.

-Não, você não vai me passar para lugar nenhum. QUERO APENAS CANCELAR!!!

-Então passarei a senhora para o setor de vendas, para que possa comprar novamente seu provedor.

-Não! Não quero! QUERO CANCELAR!!!

-Senhora, entendo o que tem passado, por isso, oferecemos a senhora três meses de Velox grátis.

Respirei, pensei em todos os palavrões possíveis... Respirei de novo. Respondi:

-Querida, você pode me dar um ano de internet grátis, Velox/trembala, a presidência da OI/Velox e mais todas as vantagens possíveis. MAS ESTOU SEM PROVEDOR, SEM INTERNET HÁ UM MÊS!!! Sem nenhum atendimento decente! Não quero promoção, quero CANCELAR!

Não resisti falei um “baixo” caralho.

Misteriosamente a ligação “caiu”... Mais palavrões, dessa vez falados alto e com muita ênfase. O cancelamento só foi efetuado na terceira tentativa...

*Crédito da charge no próprio desenho

Não sou pureza, sou A desbocada, mas mesmo assim me adicione no twitter: http://twitter.com/#!/A_desbocada