terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Nalu e Manu - Parte II (César entra na história) - Final

Passam uma noite maravilhosa juntas. Nalu não estranhou nem um pouco o fato de Manu ser uma mulher, sentiu prazer e se divertiu como nunca. O que realmente estranhou foi ter que ir para o trabalho com a mesma roupa do dia anterior...
-Nossa! Parece que todo mundo vai reparar... E saber que passei a noite fora!

Exagero! Tirando alguns fofoqueiros de plantão, ninguém reparou nesse pequeno detalhe...

E Nalu fica naquele dia seguinte maravilhoso, entre nuvens e “passarinhos cantando”. Até o telefone tocar, era César seu ex-namorado. Mas ficou só nos toques, Nalu não atendeu o telefone, que tocava insistentemente...

Mais tarde quando se encontram no terminal rodoviário, Nalu parecia nervosa, inquieta. Manu percebe e tento relaxar a namorada... Mas depois que escuta o telefone tocar e ela não atender, Manu desconfia o que pode ser tanto nervosismo...
-Seu ex?
-É... Parece que sentiu o cheiro de felicidade.. Não para de ligar!
-Você ainda gosta dele?
-Eu? Não... Acho que não...
Manu olha bem no fundo dos olhos da inquieta Nalu, muda sem nada dizer. Era um olhar “da verdade”. Daqueles quase impossíveis de se mentir ou omitir algo...
-Acho que ainda sinto algo sim... Mas não como antes! Foi o costume de estar ao lado, tantos anos...
-Entendo... O que você acha da gente “se divertir” com ele?
-Hã?
Manu ri muito da inocência de Nalu e explica tudo a ela.

-Hã tá!!! Você acha que isso vai dar certo? Eu peguei o filho da mãe na cama com outra, ainda tenho mágoas...
-Lógico que vai dar certo! Como comprar um vibrador no sexshop!  Só que com gostinho de vingança...

O telefone volta a tocar. Manu atende.
-Alô
-Ana Luiza! Minha Naluzinha! Que saudade de você! Ainda bem que você atendeu! Saudades do seu gostosão aqui?

Manuela por um momento sente vontade de mandar “o gostosão” tomar naquele lugar, mas respira fundo e diz:
-Não. Não é Ana Luiza. É Manuela.
-Quem? Desculpa, liguei errado.
-Não, você não ligou errado... Meu nome é Manuela, sou namorada da Nalu.

Silêncio.

-O quê? Isso é brincadeira, né?
-Não.
 César ri. E diz grossamente:
-Quer dizer que a Ana Luiza agora ta chupando buceta? Só me faltava essa!
-Olha, para falar a verdade eu chupo mais que ela! E ela é deliciosa...
-Eu sei que é... Sou ex namorado dela! Não precisa me dizer isso!

Manu e Nalu se divertem com o telefone no viva voz , colocam a mão na boca para César não escutar as gargalhadas.

-Então César, o que acha de matar saudades da Nalu e de quebra levar uma mulher a mais?

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César não acreditou quando viu aquilo. As duas se pegando bem ali na sua frente e sem cerimônia. Era demais para uma cabeça só, mesmo a dele, que se achava “o experiente”, o entendedor do assunto... Fica parado, nu, sem reação alguma. Manu diz em tom irônico:

-Ué Nalu? Você não disse que ele tinha um pauzão? Não vejo nada! Só algo murcho, sem talento algum...
Nalu sente muita vontade de rir, mas diz seriamente:
- Pois é... Como as coisas mudam em alguns meses! Se tivesse colocado minha mão no fogo, tinha me queimado!
 E não conseguindo mais se controlarem caem na gargalhada! O que revolta enormemente César!
-Ah é... Vem as duas aqui, fazer um carinho!

Logo em seguida César fica mais “animado” fazendo Manu exclamar:
-Agora sim! Nalu tinha razão...

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A cena era a seguinte: César deitado na cama e as duas colocando as roupas. Conversavam algo como a satisfação e prazer, sem dar a menor atenção a terceira pessoa no quarto.
-Meninas, venham aqui! Fiquem aqui, abraçadinhas comigo...
As duas olharam para a direção de César e continuaram a se arrumar... Manu diz:
-Queridão, vamos embora, curta ai seu relax, só te usamos... Já nos satisfez. Fique feliz!
-Como assim meninas? Então é isso? Vão usar, abusar e jogar fora?
As duas riem novamente e Nalu diz:
-Que coisa boa, né César? Quer uma vida melhor? Você não vivia reclamando que eu pegava no seu pé? Então, curta a solidão pós sexo... Quando quisermos te usar como objeto sexual entramos em contato!

Saem rindo e conversando...
E César fica lá, jogado na cama, sem saber se sentia tristeza por ter sido usado ou satisfação total por ter sido objeto sexual de duas lésbicas.
-Merda! Se contar ninguém acredita!

2 comentários:

Rafael Rosa disse...

Muito show o texto.
E a propósito: adoraria ser usado assim.

Ótimo blog e pensei que não fosse mais escrever textos de cunho erótico. Mas bom que voltou. Abração!

Fabiana Folly disse...

Oi Rafael! Obrigado pelos elogios.
Rs... É a fantasia de 11 a cada 10 homens heterossexuais...Rsrsrs...

Realmente andei sob pressões externas de cunho particular, para parar de escrever. Mas como boa desbocada que sou, mandei todo mundo pra aquele lugar!

Beijinhos!