quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Sexo casual ( 2ª parte - Final)

O antes e o depois da mesma história...

Nenhuma resposta... Nada! Nenhuma demonstração de nada. Não mais... O que antes era tão bacana parecia ter desaparecido. Elenice não entendia o motivo do afastamento, nunca encontrara pessoa tão bacana, tão parecida com ela...

Remoia por dentro todos os motivos possíveis que levara Enzo a se afastar.
- Será que foi alguma coisa que eu disse? Alguma coisa que fiz?
Mas não encontrava resposta. Então, depois de certo tempo, resolveu ligar para ele e perguntar, como quem não quer nada, o motivo do afastamento.

Era incrível a química que rolava entre eles, mesmo por telefone... E depois de muito conversarem e rirem, Elenice finalmente desabafou:
- Diz que você nunca pensou em mim. Que nunca quis ficar comigo? Que eu juro, se você disser que não, eu nunca mais te procuro, te deixo em paz...

Enzo demorou um pouco a responder... E finalmente disse com muita sinceridade:
- Sabe Elenice, você é uma gracinha! E eu adoro conversar com você... Mas eu não quero me envolver com ninguém... Agora estou na fase do “só sexo”, sabe? Você vai querer namorar e tal... E eu não quero te magoar... Você é especial para mim, ok?

Elenice fingiu muito bem, brincou mais um pouco com Enzo, que não imaginava lágrimas rolando do rosto dela... Elenice sentiu aquela dor no peito que só quem teve um amor não correspondido sentiu...


- Ah amiga! Dá uma lição nele! Vai ficar ai de chororô? Homem não gosta disso gata! Homem gosta de mulher fatal! De ser pisado... Ah, se fosse comigo!

Érica era muito extravagante, mas falava aquilo com a convicção de quem sabe das coisas. A melhor amiga de Elenice já passara por tudo em relacionamento e se dizia muito experiente no caso! E continuou com a aula: “agarre e pise no homem.”

- Você vai ligar para ele e vai dizer, com uma voz sensual, hein?! Nada de voz de menininha boazinha, amiguinha, você tem que ser A PUTA! Ta entendendo amiga? Vai marcar com o “bofe” no Motel...

Elenice ria, mas prestava muito atenção... Era uma tática ótima! Apesar de não fazer o estilo dela, seguiu as recomendações de Érica a finco...


Pelo corredor do motel ouvia seus próprios passos, não acreditava que estava fazendo aquilo. Agora não tinha como voltar atrás, respirou fundo e continuou. Bateu na porta e Enzo abriu... Era visível que ele esperava menos, não conseguia nem falar direito. Aquilo instigou ainda mais Elenice a continuar no seu papel de mulher fatal, a abrir o sobretudo emprestado por sua amiga Érica e a mostrar a lingerie escolhida com cautela para seduzir aquele a sua frente. Após tomar a iniciativa, se deliciou com as mãos de Enzo passando pelo seu corpo, pegando com vontade e levando-a no seu colo até a cama...
- Gostosa! Deliciosa!

Ele era bom naquilo! Beijava gostoso... E quando Elenice se deu conta a lingerie escolhida minuciosamente já estava jogada em algum canto do quarto e Enzo com o rosto entre as pernas dela...
Como não resistir aquele homem maravilhoso?

***********

Elenice saiu do motel e entrou no táxi. Não sabia se tinha feito certo ou errado, a vontade de ficar com ele era muito grande, mas agiu conforme planejou e se daria certo ou não, só à noite maravilhosa já tinha valido a pena arriscar...

“Seria pior se não tivesse tentado...” Pensou Elenice que já ouvia o toque do celular indicando mensagem.

“Não vejo a hora de repetir nosso sexo casual...”


2 comentários:

Simone P. Cardoso disse...

Oi Moça, que bacana isso hein? Muito interessante esse conto sobre sexo casual.

Beijocas

Jaime Guimarães disse...

...que não será tão casual daqui pra frente, pelo jeito. Corre-se este "risco".

Bjs!