sábado, 26 de fevereiro de 2011

Amor de Carnaval - Parte I

Carnaval...  Época em que a raça humana, especialmente os machos da espécie, dá vazão a seu lado primitivo, natural e animalesco. Dentre tantas demonstrações selvagens exibidas no carnaval, o macho tenta exibir-se para a fêmea em idade acasalar, ou não, assim como não necessariamente só as fêmeas da espécie, se é que você me entende...

É um festival de homens (ou não) sem camisa, exibindo as horas de academia, levantamento de peso e “bombas” tomadas. Nesse meio lá estava José Henrique, sem camisa, quase fazendo a dança do acasalamento para as fêmeas que passavam por ele no bloco. Seu projeto de um ano inteiro para o carnaval: Ficar “forte” e “pegar” geral.

Mas algo estava errado... Tanto esforço não surtia efeito esperado. Só algumas “coroas” e mulheres de “simpatia exagerada” davam sorrizinhos mal intencionados. Dizia algo errado? Não estaria forte o suficiente?

Segundo dia de carnaval e nenhuma gata a seus pés... Isso era mal! Foi quando avistou aquele homem grande, forte, cabelo raspado e tatuagens pelo corpo. Ele não cantava as mulheres, elas que babavam por ele. Na verdade, José Henrique avistou seu ideal no carnaval, queria ser aquele cara... Aproximou-se e disse:

- Legal essas tattoos!
-Ah! Você gostou? Se quiser te dou o telefone do tatuador que fez.
-Ah, cara! Eu acho legal, mas não sei se tenho coragem de fazer...
-Pois você devia fazer... Malhou para caramba, um rabisco ai ficaria legal!
-Você acha?
José Henrique perguntou isso se alisando, se amava, se achava lindo. Como poderia nenhuma mulher querer alisar aquele corpo? Era um cara bom coração, esperto, carinhoso. No fundo mesmo, queria se apaixonar.
-Prazer cara! Meu nome é José Henrique ou como a galera me chama JH.
-Fala cara! Meu nome é Max.
-Max? Apelido?
-É cara... Meu nome é grande, meus pais viajaram, Maximiliano.

Os dois apertam as mãos fortemente. Ficam por ali conversando, trocam telefone, Orkut, MSN e combinam de ir para o próximo bloco de carnaval juntos...

Nasce uma amizade de carnaval...

Continua...

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Sobre vibrador, banana e feminices...


Estou decidida! Vou comprar um vibrador! Nada daquelas coisas bizarras e estrondosas, algo pequeno e discreto, fino e delicado. (Não caros leitores! Não se trata de um conto!)

Oras e por que não? Um vibrador não vai pegar no meu pé, não vai me trair, ser desleal, broxar, me achar feia, gorda, magra, alta, baixa, não vai sujar pratos e não vai sujar roupa. Ele só vai estar lá, a minha espera a serviço do meu prazer. Só... Perfeito! Não preciso de mais nada...

Numa dessas promessas de aniversário e de vida nova, prometi abrir a minha mente para novas experiências e emoções... Agora só “uso” os homens e brevemente meu vibrador... Um amigo ao saber disso me disse:

- Não precisa de vibrador! Você pode brincar comigo. Ficarei quietinho como um vibrador e você pode me usar a vontade!

(KKKKKKKKK...)

Homens são engraçadinhos, acham que a mulher que está sozinha é porque tem algum “defeito”... Ei!? Eu quero pegar todos, dá licença? Eu quero ter um vibrador, eu posso?! Se os homens podem pegar (comer) um monte de mulher por ai e sair com fama de garanhão eu também posso “comer” uns homens por ai e sair com fama de... PUTONA... Pois é... Mulher não sai com boa fama! Mas... Caguei!  Pensem bem: a ordem natural da coisa é: A boca come a banana, não ao contrário! (He, He, He)

A minha vida toda fui romântica, fiel, leal, amiga e companheira. E sabe o que eu levei com isso? Levei no cú (com toda força de expressão possível, mas sem levar propriamente no dito cujo, se é que vocês me entendem...)

Vamos parando por ai minha gente! Temos uma mulher presidente do Brasil, a presidente do flamengo é uma mulher (eeeeeeeeeeeeee) e a nova chefe da Policia Civil do RJ é uma MULHER! Os homens não levantam mais para dar lugar às mulheres e não nos respeitam mais, então, agora é de IGUAL para IGUAL...

ATENÇÃO MULHERADA: Vamos COMER TODO MUNDO!!!!! (eeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!!)

*Por enquanto ainda só “darei” para o vibrador”... 

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Trinta anos... Lá vou eu!


Falta alguns dias para sair da casa dos vinte(12/02). Serei uma "balzaca". A verdade é que nunca me imaginei saindo da casa dos vinte, pareceu-me sempre uma possibilidade tão distante... Mas eis que a “possibilidade” está agora na porta e entrarei na década dos trinta! Não tenho medo de falar da minha idade, nem vergonha! Tenho um orgulho imenso, já que graças ao passar dos anos adquiri conhecimento, amadureci e passo a ver o mundo com outros olhos, outras possibilidades...

Sem essa de “não me arrependo de nada”... Tem um monte de coisas as quais me arrependo, principalmente de não ter feito, mas nunca é tarde, né? Começo a arquitetar um “plano infalível” para realizar, pelo menos metade das coisas que me arrependo de nunca ter feito.

Agora nesse momento, minha mãe resolveu sentar ao meu lado e falar sem parar... Como estou muito concentrada no que escrevo, escuto pouco o que ela fala. Ela já falou sobre o chão da sala, sobre como eu ERA bonita e algo como: “Preciso dar a volta por cima...” Não sei bem por que falou isso, mas a frase me soou muito bem agora. PRECISO DAR A VOLTA POR CIMA, ou por baixo, tanto faz, o importante é DEIXAR A TRISTEZA PARA TRÁS e viver tudo que se tem para viver...

Posso ir mais longe e citar meu amigo Jaime Guimarães, com sua metáfora incrível sobre atravessar a ponte (piadinha interna), mas que serve como uma dessas receitas imbatíveis para felicidade: atravesse a ponte (compare a ponte ao que quiser) e corra atrás do que não fez ou nunca teve a coragem de fazer... Lembrando que a “ponte” tem duas vias, tanto você pode ir, como deixar alguém ir até você... Enfim...

Obrigado por ler meu blog e bem devagarzinho fazer parte da minha vida! Espero fazer muitos aniversários escrevendo por aqui...

A nova balzaca também no Twitter: http://twitter.com/#!/FabiFolly

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Nalu e Manu - Parte II (César entra na história) - Final

Passam uma noite maravilhosa juntas. Nalu não estranhou nem um pouco o fato de Manu ser uma mulher, sentiu prazer e se divertiu como nunca. O que realmente estranhou foi ter que ir para o trabalho com a mesma roupa do dia anterior...
-Nossa! Parece que todo mundo vai reparar... E saber que passei a noite fora!

Exagero! Tirando alguns fofoqueiros de plantão, ninguém reparou nesse pequeno detalhe...

E Nalu fica naquele dia seguinte maravilhoso, entre nuvens e “passarinhos cantando”. Até o telefone tocar, era César seu ex-namorado. Mas ficou só nos toques, Nalu não atendeu o telefone, que tocava insistentemente...

Mais tarde quando se encontram no terminal rodoviário, Nalu parecia nervosa, inquieta. Manu percebe e tento relaxar a namorada... Mas depois que escuta o telefone tocar e ela não atender, Manu desconfia o que pode ser tanto nervosismo...
-Seu ex?
-É... Parece que sentiu o cheiro de felicidade.. Não para de ligar!
-Você ainda gosta dele?
-Eu? Não... Acho que não...
Manu olha bem no fundo dos olhos da inquieta Nalu, muda sem nada dizer. Era um olhar “da verdade”. Daqueles quase impossíveis de se mentir ou omitir algo...
-Acho que ainda sinto algo sim... Mas não como antes! Foi o costume de estar ao lado, tantos anos...
-Entendo... O que você acha da gente “se divertir” com ele?
-Hã?
Manu ri muito da inocência de Nalu e explica tudo a ela.

-Hã tá!!! Você acha que isso vai dar certo? Eu peguei o filho da mãe na cama com outra, ainda tenho mágoas...
-Lógico que vai dar certo! Como comprar um vibrador no sexshop!  Só que com gostinho de vingança...

O telefone volta a tocar. Manu atende.
-Alô
-Ana Luiza! Minha Naluzinha! Que saudade de você! Ainda bem que você atendeu! Saudades do seu gostosão aqui?

Manuela por um momento sente vontade de mandar “o gostosão” tomar naquele lugar, mas respira fundo e diz:
-Não. Não é Ana Luiza. É Manuela.
-Quem? Desculpa, liguei errado.
-Não, você não ligou errado... Meu nome é Manuela, sou namorada da Nalu.

Silêncio.

-O quê? Isso é brincadeira, né?
-Não.
 César ri. E diz grossamente:
-Quer dizer que a Ana Luiza agora ta chupando buceta? Só me faltava essa!
-Olha, para falar a verdade eu chupo mais que ela! E ela é deliciosa...
-Eu sei que é... Sou ex namorado dela! Não precisa me dizer isso!

Manu e Nalu se divertem com o telefone no viva voz , colocam a mão na boca para César não escutar as gargalhadas.

-Então César, o que acha de matar saudades da Nalu e de quebra levar uma mulher a mais?

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César não acreditou quando viu aquilo. As duas se pegando bem ali na sua frente e sem cerimônia. Era demais para uma cabeça só, mesmo a dele, que se achava “o experiente”, o entendedor do assunto... Fica parado, nu, sem reação alguma. Manu diz em tom irônico:

-Ué Nalu? Você não disse que ele tinha um pauzão? Não vejo nada! Só algo murcho, sem talento algum...
Nalu sente muita vontade de rir, mas diz seriamente:
- Pois é... Como as coisas mudam em alguns meses! Se tivesse colocado minha mão no fogo, tinha me queimado!
 E não conseguindo mais se controlarem caem na gargalhada! O que revolta enormemente César!
-Ah é... Vem as duas aqui, fazer um carinho!

Logo em seguida César fica mais “animado” fazendo Manu exclamar:
-Agora sim! Nalu tinha razão...

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A cena era a seguinte: César deitado na cama e as duas colocando as roupas. Conversavam algo como a satisfação e prazer, sem dar a menor atenção a terceira pessoa no quarto.
-Meninas, venham aqui! Fiquem aqui, abraçadinhas comigo...
As duas olharam para a direção de César e continuaram a se arrumar... Manu diz:
-Queridão, vamos embora, curta ai seu relax, só te usamos... Já nos satisfez. Fique feliz!
-Como assim meninas? Então é isso? Vão usar, abusar e jogar fora?
As duas riem novamente e Nalu diz:
-Que coisa boa, né César? Quer uma vida melhor? Você não vivia reclamando que eu pegava no seu pé? Então, curta a solidão pós sexo... Quando quisermos te usar como objeto sexual entramos em contato!

Saem rindo e conversando...
E César fica lá, jogado na cama, sem saber se sentia tristeza por ter sido usado ou satisfação total por ter sido objeto sexual de duas lésbicas.
-Merda! Se contar ninguém acredita!