sábado, 25 de junho de 2011

O coração


O céu estava lindo! Um belo dia para caminhar, como fazia sempre... Não conseguia enjoar daquilo, virou um vicio...
O sol bateu no seu rosto, impedindo de ver aquele belo moreno, de corpo esbelto que corria diariamente. Só ouviu sua respiração ofegante passando por ela e meio segundo de troca de olhares... Ela já conhecia o ritmo acelerado dos seus passos, sua respiração e seu cheiro de homem suado. Só não conhecia o nome do belo espécime masculino, a vida e a história daquele homem. Mas isso também não lhe interessava muito, estava desiludida com amores, histórias de amor e todo esse assunto que ao final faz sofrer as criaturas mais infortunas... Mas aquele homem, em especial, lhe dava arrepios, isso ela não negava...

Uma volta completa em seu percurso e viu, sem que dessa vez o sol atrapalhasse, o tal homem se aproximando mais uma vez. Enquanto sua mente elaborava as cenas mais quentes com aquele belo corpo, viu em poucos segundos o homem ir ao chão, com as mãos na altura do peito.
-Ele caiu! Meu Deus! O que aconteceu?
Saiu correndo e foi a primeira a chegar onde o homem havia caído. Ele já estava desacordado e por impulso tentou sentir seu coração, sua respiração. Nada. Não respirava e o coração parecia não bater mais... Ela começou uma massagem cardíaca enquanto gritava por socorro e algumas pessoas se aproximavam.
-Pelo amor de Deus, alguém liga para os bombeiros, ambulância, alguém...

Olhou para o homem, nunca o vira tão de perto e ao mesmo tempo tão longe.
-Não morre moço! Não morre sem nem ao menos eu saber seu nome!

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A cabeça doía e os olhos abriam-se lentamente. Estava confuso, não lembrava o que tinha acontecido, mas olhou em volta e reconheceu o ambiente, era um hospital...
-Caramba! O que aconteceu? Como vim parar aqui?
-Foi quase que partiu dessa para... Para... Ah! Sei lá! Como se sente hoje Sr. Saulo?
Saulo olhou e viu um jovem médico sorridente. Saulo estava confuso.
-Como me sinto hoje? O que aconteceu? Quantos dias estou aqui?
-Bom... Você tevê um ataque cardíaco. Por sorte uma moça passava bem no instante que você caiu e fez massagem cardíaca, senão não estaria aqui. Está desacordado desde ontem. Alias... Você além de sortudo é espertinho, salvo pelas mãos de uma bela mulher!
-Ataque cardíaco? Mas eu sou atleta! Como assim?
-Olha, assim que o resultado dos seus exames chegarem, lhe explicarei detalhadamente. A principio posso dizer que é comum atletas terem ataques cardíacos, você já tem quarenta e cinco anos e provavelmente tem algum histórico familiar de problemas cardíacos?
-Sim... Meu pai... Por isso comecei a praticar esportes...
-Aposto que não tem nenhum acompanhamento médico?
- Não...
-Então... Está “meio” explicado, né?
-É... Doutor pode me dizer quem foi que me salvou?
-Foi uma moça que caminhava no local e lhe fez massagem cardíaca... Foi o que te salvou, não teria chegado com vida aqui... Não sei o nome dela, provavelmente te fará uma visita hoje, pareceu bem preocupada... Ela tem uma... Uma... Um belo rosto!
O médico ri e baixa a cabeça. Saulo completa:
-Uma bela bunda! Tá eu sei quem é... To lembrando dela vindo correndo na minha direção quando cai.
Saulo também ri. E por algum momento pensa naquela ruiva maravilhosa, de boca carnuda e bela... Belas nádegas...
- Imagina! Ela não se interessaria por mim... Deve ser só preocupação por ter me visto quase morrer. Faria o mesmo por qualquer um... De qualquer forma, devo minha vida a ela. Preciso agradecer...

Continua...
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domingo, 5 de junho de 2011

Sobre zica, periquitas e Backstreet Boys

Alou! Eu estou aqui, queridos poucos leitores do meu humilde blog. Depois de passar por uma serie de “zicas” materiais e pessoais eu voltei... “Zicas” essas que contadas ninguém acredita! Mas o importante é que estou aqui, morrendo de saudade de vocês e do mundinho virtual que tanto me fez companhia nas horas de maior solidão. Acredite escrever em um caderninho me fez sentir pré-histórica, como uma adolescente que escreve em diários coloridinhos e cheios de adesivos, que nunca serão vistos ou lidos. Sim, eu fui uma adolescente de diário colorido, canetinha cheirinho de morango cores arco-íris e da turma de datilografia do SENAC... Putz, KASSETE! Enfim...

Dona Zica da Mangueira!!! A verdadeira DONA ZICA!!!

Falando em velharia, dia desses me encontrava em situação de total desespero e gravei alguns textos em um disquete para levá-los na Lan House e publicá-los. DISQUETE! Ei, você ai, sabe o que é um disquete? Eu usei tanto, tanto na minha época de Windows 98 e o garoto que trabalhava na Lan não sabia nem o que era! Ele me perguntou como usava e junto com outro garoto analisavam tal relíquia... Olhei bem para os dois e pensei: “somada às idades, deve passar a minha por um ano ou dois, paciência velhinha...” Também pensei que somadas as “periquitas” “comidas” pelos dois talvez desse a minha. Mas eu só pensei, afinal, meia periquita não existe! Eu acho... Que MULEQUES ESCROTOS!!! Também pensei isso, mas eu pensei bem alto!
                                                       Isso é um disquete. Já viu um?


                                                                 E periquita? Já viu? 

Saudosista eu? Ahaaa, só um pouquinho... Acho muito bacana comparar passado e presente, a evolução tecnológica que minha geração presenciou e imaginar como será tudo isso quando minha filha for adulta. Ela vai rir e me chamar de mulher do século passado (e sou mesmo, né?) quando descobrir que fiz curso de datilografia, usei disquete e Windows 98...  Ah, não preciso mencionar que na minha infância escutei muito disco vinil da Xuxa, Paquitas (PUTZ! PAQUITAS! QUE MERDA!) e afins. Mas isso fica em segredo! KKKKK!!!
                                                                        Paquitas (!!!)

Por isso que mesmo não gostando e não ouvindo, não critico a nova geração de adolescentes que escutam, choram e berram por bandas como o Restart e outras que não sei o nome, da geração Rock colorido e bobinho. Porra, eu ouvia Back Street Boys (!!!!) achava eles lindos, gostosos e todo esse blá, blá, blá juvenil e hormonal. Já tive meus maus momentos musicais, passa ou piora, vai depender da cabeça de cada um. Alguns amigos meus pioraram, bastante... RS... Mas cá pra nós, os BackStreet boys eram (ainda são!) bonitos, pelo menos isso.

Como um colírio! Bom para os olhos, para os ouvidos não faz diferença...


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