segunda-feira, 11 de outubro de 2010

A Freira

Abdicou de uma vida normal, pela exclusão em um convento. Foi uma infância sofrida, de fome e miséria. Tinha visões, pressentimentos que a arrematavam para uma esfera isolada. Era diferente das outras crianças. Em uma dessas visões, recebeu o tal chamado para a vida religiosa. Assim cresceu, com o único exemplo do catolicismo das irmãs do orfanato, não tinha sequer para onde correr...

Três anos de exclusão... Irmã Ângela já não lembrava mais quem era antes dali. O que não a fazia sofrer, já que ninguém a esperava do lado de fora. Era feliz no seu mundo, que só a entristecia não poder ajudar ao próximo na clausura. Queria ajudar crianças como ela fora um dia.

O dia chegou e a freirinha conseguiu um trabalho no orfanato em que vivera. Era o dia mais feliz da sua existência vazia. Voltar ao orfanato foi como rever sua vida em um filme, ora muito triste, ora engraçado e outras tantas sedutor... Sim sedutor! Não fora freira a vida toda, também sentiu desejos na adolescência e rever o quarto em que beijou pela primeira vez, a fez lembrar-se do seu primeiro amor, Raquel... Onde andaria Raquel? Foi sua única amiga, amante e companheira dos momentos mais difíceis de um abrigo em que só viviam meninas. Depois que Ângela foi para o convento, nunca mais viu Raquel...
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Na construção da capela de Nossa Senhora das Dores ao fundo do Orfanato, Ângela agradecia a Deus a oportunidade de ser tão feliz. Além de juízo aos internos, não pedia nada para si. Foi quando se deparou com o rudimentar, forte, suado, pedreiro... Nunca vira um homem tão, tão... Não sabia as palavras, mas sabia que sentia no meio das pernas, o fogo, a qual, mas tarde chamou de “Fogo de Satã!”

Retirou-se do recinto, sem nem ao menos ser percebida por tal homem, sem terminar suas inocentes preces... Rapidamente tomou um banho, mas não conseguia esquecer a visão masculina que tivera... Um homem! Que sem saber atormentou os sonhos da freira, durante toda uma noite...

Correu, mas ele a agarrou e puxou violentamente sua roupa de freira, lambeu seu pescoço, podia sentir seu cheiro de macho... Abriu os olhos! Estava suada, ofegante, sentia entre as pernas um fogo... Um pesadelo! Um terrível pesadelo! Rapidamente ajoelhou-se e pos a rezar, pedindo perdão a Deus por tanto desejo que sentia:
– Deus, me ajuda! Apaga o fogo de Satã!!!


*****Continua...


Acredite, um dia, "A desbocada" quis ser freira... Me add no twitterhttp://twitter.com/A_desbocada

2 comentários:

Izáh Gomes disse...

Nossa!!! Tenso heim?!

Assutador o_O ^^

Jaime Guimarães disse...

Ao invés do Papa Chico Bento XVI dar o palpite sobre o aborto nas eleições brasileiras, poderia dizer o que pensa do celibato e de como o fim deste dogma poderia reduzir bem o número de pedófilos na igreja.

Viver abrasado como a freirinha aí é complicado, quase impossível ainda mais em um período onde o sexo está "às mãos" (literalmente também rs) e a um clique do mouse ou botão da TV.

E na juventude os hormônios entram em ebulição, não tem nada de Satã. Quantas moças não foram queimadas na fogueira por conta de seus hormônios? Depois os radicais fanáticos são apenas os muçulmanos....

bj!