segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Retrospectiva 2014 ou Gol da Alemanha, gol da Alemanha, gol da Alemanha, gol da...

Veja bem que enigmático, se somarmos 2+0+1+4 dá... 7!!! Sete gols da Alemanha!


Esquisito. É a palavra que vem a minha cabeça quando lembro o ano de 2014. Pra começar carnaval no mês de março, “atrasando todo aquele começo de ano”, que diz, nós brasileiros, só começa depois do carnaval... Pois é, o “Ano Novo” só começou em março e olha que eu já tinha feito tanta coisa da minha vida (inclusive aniversário). Então o Ano Novo começa em março e logo em seguida tínhamos copa, todo aquele preparativo e o VAI TER COPA, NÃO VAI TER COPA. Além da pressão que o país passava e a ansiedade de alguns com o evento sediado no Brasil, parecia que o ano novo só começaria depois da copa. Já pressentia que isso não ia dar certo...

Abril e maio só me vem uma coisa: Trânsito! Engarrafamento! O percurso que era feito em meia hora passou a ser feito em uma hora e meia. Progresso dirão uns, políticos safados dirão outros, ainda há os que dirão NÃO VAI TER COPA e uma grande massa, já trajada de verde e amarelo, entoava um sonoro BRASIL, BRASIL... É, se ia ter copa ou não o fato era que o caos reinou e eu nem me lembro que matéria dava na faculdade, por que passou de uma forma tão esquisita esse período, que acho: levei nas coxas, confesso ( a faculdade, que fique bem claro, rs).

No meio do furdúncio, o Papa Alemão renuncia e uma Argentino assume seu lugar. Pensei que se tratasse de um aviso do Universo, mas o aviso acabou sendo diferente do que imaginava. Alemanha perde no Papado e ganha na Copa (putz, que porcaria, nem acredito que vou publicar essa merda!) Só pra pontuar algo histórico de 2014...Rs...

E veio a copa. É veio. TEVE COPA! Uma seleção de jogadores de futebol que digamos não muito confiável levava a esperança brasileira de ganhar o torneio do evento que era sediado em seu solo. Dizer que a maioria estava confiante na vitória é de um exagero “copadomundesco”(acabei de inventar isso), por que torcíamos, na verdade, esperando a hora de pegar um time forte. Não sei se sorte, ou alguns pauzinhos mexidos, a seleção brasileira pegou times relativamente “fracos” e passou lá seu sufoco mesmo assim e por um acaso do destino ou (hoje refletindo sobre) uma teoria da conspiração, uma vértebra é fissurada e logo do jogador estrela da seleção... Tirem suas conclusões, mas hoje vejo que um empresário não queria queimar seu jogador estrela. Enfim, firulas do futebol!

O confiante comercial das sandálias Havainas e a resposta do Dieguito...

E veio o dia, o fatídico dia. O dia que ainda hoje escuto. Ainda fecho os olhos e escuto lá no fundo a voz do Galvão Bueno: Gol da Alemanha, Gol da Alemanha, Gol da Alemanha, Gol da Alemanha, Gol da Alemanha, Gol da Alemanha, Gol da Alemanha (lógico, copiei e colei, por que não sou obrigado). Fiz uma pausa aqui no texto. Fui tomar café, reli tudo que escrevi, corrigi algumas coisas e tive muita vontade de parar por aqui. Não conseguia lembrar nada mais depois disso. Foi uma tristeza tamanha, mas uma tristeza acredito eu, esperada pela maioria das pessoas.


 Mas ai  lembrei das eleições de outubro e toda aquela pré-eleição que foi bem mais acirrada que Copa do mundo, debates políticos apimentados, polêmicos e um inesquecível e marcante “aparelho excretor não reproduz”, dito de um senhor baixinho, gordinho, bigodudo, comparado ora com Super Mario, ora com seu barriga, mas que a meu entender não merece ser comparado aos heróis da minha infância. Eleição com segundo turno e um Brasil mostrando sua cara preconceituosa em relação ao povo nordestino também (me) marcaram o ano de 2014.

Falando em seu Barriga, não posso deixar de citar a morte (dessa vez era verdade) do nosso inesquecível Chaves. Uma grande perda para a América Latinha e para o Brasil, que passa há mais de 30 anos seus episódios no SBT e eu, mesmo já tendo visto 30 vezes aqueles episódios, ainda me pego rindo das mesmas coisas. RIP Chaves!

O que espero de 2015? Que seja muito diferente de 2014 e só! E no âmbito pessoal que tenha uma formatura no meio dele, pra mim está de bom tamanho!
E pra você, meu caro leitor (meus três queridos leitores! Rs) desejo um ano repleto de realizações e que muitas coisas boas acontecem em 2015!

Para o Brasil eu espero total diferença do ano de 2014, que olha, não foi fácil!

domingo, 20 de julho de 2014

#Somostodasputas



   Perdeu a virgindade é puta! Fica com alguém é puta! Coloca um vestido curto é puta! Sai sozinha é puta! É mulher é puta! É gay é puta! É homem é filho da puta! Respira é puta! É puta é puta! Vou fugir para onde? #Partiu lançar hashtag #somostodasputas por que levar a fama sem ir (não só literalmente!) para a cama tá foda sociedade!

   Estava outro dia aqui pensando nessa questão do “emputamento” (acabei de inventar isso!) das mulheres do mundo. Somos putas querendo ou não! A dúvida é se isso é bom ou ruim. Bom por que, se “puta” é um neologismo para liberdade feminina, que transgride esses valores impossíveis de se alcançar, de perfeição (se é que existe alguém que alcançou), considero até muito bom. Conseguimos todos, não só mulheres, incomodar aqueles que idealizam e padronizam o feminino. Ruim por que a maioria não entende o quão bom quebrar essa regra pode ser! Acha que se desvaloriza a mulher quando se foge das adjetivações da moral e bons costumes e acaba por ficar no mesmo lugar, de valores e sexismos. Pergunto: Que valores são esses? Vou responder o que penso, mas minha intenção é fazer você pensar. Os valores são os de sempre! Da moral e bons costumes, que encaminhou sua bisavó, sua avó, sua mãe e agora você impõe a seus filhos.  Criamos nossas filhas para serem independentes e nossos filhos para casarem e namorarem a mulher que nossas bisavós foram... Esse é o conflito.

   Acho triste, em pleno 2014 ter que tocar no assunto homens e mulheres, feminino e masculino, quando na verdade, acredito que isso acaba segregando mais do que agregando. Quando a gente fala do direito de cada um, acabamos afirmando a diferença, eu prefiro falar na igualdade de todos, mas fico lendo e observando cada coisa cabeluda, não só sobre essa questão do sexismo, como outras questões.

   Quem sou eu para condenar alguém ou alguma coisa, fui criada na mesma sociedade que você. Agimos, por vezes, sem saber que estamos como o modelo determina. Uma moral invisível que já foi um dia, na história da humanidade, necessária, porém hoje vejo só como um ótimo dispositivo de controle da massa, sedenta por liderança, seja ela qual for.

Peguei pesado? Vish! Sabe de nada! Um dia alguém já foi, é ou será uma puta. Mesmo que abomine a ideia. Pensa na mãe do juiz. Essa sofre!


#somostodosputas todos!