quarta-feira, 16 de junho de 2010

A vizinha

Lá estava ela, tomando sol no terraço, como faz todos os domingos ensolarados... Continua deliciosa! Mesmo com o passar dos anos. E no passar desses anos ele continuava no mesmo posto, a observa-la de longe. Nunca se aproximou nem antes quando ambos eram solteiros e muito menos agora que é casado.


Ela levanta-se, ele para de respirar, ela ajeita o biquíni lentamente, ele solta a respiração de uma vez, ela olha para ele com volumpia, anda na sua direção, aproxima-se lentamente em movimentos sinuosos que vão se transformando em uma dança sensual. Desamarra o biquíni e deixa o seio a mostra, são um belo par de mamas com bicos rosados, ele sente o membro arder de tanto desejo, ela se aproxima mais e dança até o chão com a mão entre as pernas, faz movimentos de masturbação e...
- Carlos Henrique! Carlos Henrique! CARLOS HENRIQUE!!!!
-Ahãm, o que?
-O que você está fazendo ai homem?
-Ora! Eu, eu... eu estou arrumando umas coisas nesse terraço! Está tudo bagunçado!
-Então depois desce que o almoço está pronto!
Era Vera sua esposa, que fingia não saber que seu marido espiava a vizinha. Mas de todos os problemas que vivia no seu casamento, esse era o que menos importava...
Lá continuava a vizinha sentada no mesmo lugar, sem nem ao menos imaginar a cena que acabara de ser protagonista imaginária...

Carlos Henrique voltou para seu mundinho sem graça e sua vidinha morna de homem casado e pai de família. Um dia acorda e não vê Vera e as crianças. Vera foi embora! O casamento havia terminado... Uma felicidade inexplicável, misturada com uma série de sentimentos vem a tona, comemora sozinho e a campainha toca. Pensou que seria Vera de volta e ao abrir a porta da de cara com a coisa mais impossível de acontecer em toda sua vida medíocre: A vizinha...
Eles se olham profundamente por alguns segundos, ela entra mesmo sem ele, embasbacado, a convidar, ela  diz:
-Vera foi embora. Eu a vi saindo as 06:00 hs da manhã, acho que foi para a casa da mãe dela.
-É... Eu também acho que foi.
A vizinha sem tirar os olhos dele, começa a desabotoar  a blusa, desnudando o colo e um belo sutiã vermelho aparece.Vai na sua direção querendo um beijo, não dessa vez não era uma alucinação de Carlos Henrique ela estava ali se insinuando, desejando ele também... Ela diz quase como um sussurro:
-Eu sei que você sempre me desejou e observou esses anos todos. Agora eu te quero!
Como assim? Ela sempre soube que ele a olhara? Nunca foi segredo para ela? Que puta, sem vergonha!Pensou Carlos Henrique, não desejava mais aquela mulher e teve nojo dela.
Ele se esquivou ajeitou a camisa e disse:
-Vai embora por favor! Estou esperando minha mulher voltar...
Ela sem entender nada o olha por alguns segundos e entende que ele não a quer... Com raiva veste-se abre a porta e grita:
-Broxa, bicha, punheteiro de terraço!!!
Ele sem culpa nenhuma fecha a porta e suspira. Olha para a sala vazia e sente falta das crianças correndo pela casa.
-Vou ligar para a mãe da Vera...

Conheça a autora, adicione-me no twitter: www.twitter.com/FabiFolly

9 comentários:

Rodrigo Cavaleiro disse...

É ...
As vezes o que mantém o desejo é a distância... o acesso faz perder a graça...

AH, mas da minha única singularidade identificavel no seu post, eu diria certamente, que eu adoraria experimentar, mesmo que uma única vez, mesmo que tudo mudasse depois.

Beijo no pé !

Sra Wayne disse...

Gostei muito desse fim...que bunitinhu....
Falando nisso.Alguém ainda da valor a essas idas pacificas a algum lugar?Lula,Lula...vai ter q fazer mais do que isso para ganhar seu Nobel.ONU,ONU...Vai ter que fazer mais do que simples palavras para evitar um armamento grande dos países marrentos...

eusouex disse...

O esquema deles e fantasiar com o que não tem na mão. Quando podem ter, cagam!
As evzes eu penso que essas pimentinhas dão um tempero na relação... ou não.
Punheteiro de terraço foi ótimo.... eu vivi com um punheteiro de teclado... hauahauaa
beijo gata.

Edson Cacimiro disse...

Quando a fantasia acaba perde toda a graça,no fundo ele gostava de era só de ver.
Beijo no pé foi ótimo kkkkk
beijo no outro então...

Jaime Guimarães disse...

Uma relação dupla: o sujeito tinha o desejo e a vontade em conquistá-la; a garota sabia e atiçou este desejo.Cada um utilizando suas "armas" e acabaram conseguindo o que queriam - as reações foram estas aí bem retratadas em seu conto.

O que deixa até uma questão interessante: estamos mesmo preparados para ter aquilo o que desejamos?

Beijinho! =*

Simone P. Cardoso disse...

hahaha Adorei!
Também penso que essas apimentadinhas são ótimas para o ego de ambos.

.Mari. disse...

Fabi, que mente criativa essa tua, mulher! Faz a gente viajar na história ao ler! Pois é, creio que você conseguiu captar a mente masculina, no geral é claro, com maestria, pos a graça para eles é o desafio, a dificuldade, de modo que a {consciência da} conquista dá imediatamente, lugar ao tédio. É legal também pra refletir sobre essa questão do tédio que se tornam as relações com o dia-a-dia e o passar do tempo, o pouco que se faz em relação a isso, que tipo de atitudes seriam interessantes tomar pra reacender a fagulha que começou a relação entre duas pessoas, pra que tudo não termine na mais insuportável mornidão, porque é isso o que acontece: a procura por outra coisa, por novos desafios...ou o comodismo. Ou, mais tarde, a perda. E não há telefonema que resolva!
Como sempre, fui longe demais, rs!
Beijos!

Rafael Rosa disse...

Muito bom seu blog.

Texto supimpa! srsr
=)

ID

a Mari que me mostrou.

Seguindo...
Abração!

LuEs disse...

Eu li o texto e parece que vou ser o único a discordar um pouco a respeito do que texto que você escreveu.

Acredito que a força das narrativas que abordam a sexualidade se encontra no modo como o psicológico dos personagens são analisados. O sexo e a sociedade, embora convivam desde sempre, parecem sempre colidir no que diz respeito a como a sociedade o enxerga. Considerando isso, apresentar uma vertente exclusivamente física - como você fez - não chega a desautomatizar um conceito que já temos.

Acredito que tenha faltado um desenvolvimento psicológico dos personagens. A esposa vai embora e ele se entrega a vizinha simplesmente? Qual é o sentimento e a relação anteriores que Carlos Henrique tinha com a vizinha? Você citou o fato de que a esposa tinha conhecimento do que o marido fazia, mas fiquei curioso: o que a levava a saber sem contestar? Sem qualquer definição psicosocial para isso, tive a impressão de que isso contrastava e soava antifuncional na história. O problema aumentou porque, embora tenha parecido antifuncional, aquele também soou como um fator necessário para o que aconteceria depois.

O fator que une Carlos Henrique à vizinha é exclusivamente a vontade de possuí-la? E depois, quando ela revela conhecer o "segredo" dele, ele simplesmente se rebela? Acredito que sem uma base psicológica, toda a ação parece supérflua.

De um modo geral, gostei do enredo, mas acho que faltou certo desenvolvimento, não somente das situações, mas também do perfil de Carlos Henrique e da vizinha.

E, só pra constar, não acho que um belo par de mamas seja excitante. A expressão me remete a aleitamento e isso não é sexy. Seios são excitantes, mamas não são. E a expressão me parece meio surrada, vinda de revistas eróticas vulgares disfarçadas de publicações de qualidade.

Desculpe se fui acho, mas acho que você pode investir na composição dos textos. Acho que deve mesmo continuar.

;D