domingo, 21 de fevereiro de 2010

Para você guardei o amor...

Digitou naquele conhecido site de relacionamento, o nome que viu no seu antigo diário. Era só um fio de esperança. Mas também aquela sensação de história mal resolvida que durante anos voltava a sua mente.
A tela do computador encheu-se de nomes idênticos ou parecidos. Virou a primeira, a segunda, a terceira e aquele fio de esperança foi se perdendo...
Eis que surge entre tantos aquele sorriso perfeito, aquela cor inesquecível e aquele nome angelical que nunca esqueceu: Gabriel... Era ele com certeza! O coração bateu forte. Mandou o convite perguntando ser ele que estudou na escola Fernando Pessoa há dezesseis anos.
A confirmação veio no dia seguinte, era ele sim! Sua primeira paixão, seu primeiro amor, aquele que se eterniza em nossa história de vida. Ficou rindo sozinha toda boba, lembrando das cenas protagonizadas pela timidez de dois pré-adolescentes sem nenhuma experiência de vida, comparou com a mulher que era e o homem que ele agora devia ser...
Apesar da felicidade de tê-lo encontrado, seria impossível o encontro olho a olho. Morava em outro Estado muito distante do seu. Mas estava feliz em apenas o ter encontrado. Era ele! Isso que importava! Quase inacreditável...
Bateram intermináveis papos virtuais. Eram agora duas pessoas adultas se redescobrindo. As duas crianças do passado ficaram no passado, nenhuma inocência se via agora entre os dois, e a química mesmo a distância era sentida a flor da pele...
O tempo passa e a distância começa aos poucos a afastá-los, era inevitável que isso acontecesse, afinal nada substitui o tato, o olfato e o paladar. Caíram de novo na sina do passado, nem mil imagens agora eram suficientes para encurtar milhares de quilômetros de distância.
Ficou triste, mas contra isso não tinha como lutar, sentia os olhos pesados, tentou esquecer com amigos, desabafou e bebeu...  Como poderia a vida ser tão cruel com duas almas que se desejam há tanto tempo.
-Não era para ser... Pensou em voz alta.


Alguns dias se passaram e eles agora mal se falavam, a vida continuava normalmente. Uma frase a fez pensar, uma amiga lhe disse:
- Se Maomé não vai até a montanha, a montanha vai até Maomé! Pega um avião e vai passear, passa um final de semana e volta!
Ela conversou com Gabriel e disse que ia, que passaria um final de semana na sua cidade, ele adorou!
Comprou as passagens e foi. Agora sem muito pensar...
Chegou a seu destino depois de algumas horas de avião, reconheceu Gabriel a sua espera no saguão do aeroporto.  Aproximaram-se e olharam-se por alguns minutos, muito já havia sido dito, então naquele momento apenas beijaram-se loucamente, sentiram a pele um do outro, o cheiro, todas as sensações nunca antes sentida... Foi então que ela escutou seu nome ao pé do ouvido:
- Fernanda... Desejei tanto estar aqui com você.
Outro beijo...
Naquele mesmo dia amaram-se intensamente a noite toda, a distância não existia mais, a pele arrepiava-se ao toque, nada foi discutido ou falado apenas sentiram um ao outro...



Devo continuar?

6 comentários:

Ol.ga; disse...

Retribuindo a visita!

Que texto legal! Prendeu minha antenção!
E sim, deve continuar... ^^

;*

Francine disse...

procurando dicas de criação literária? gosta de poesias?
convido à conhecer meus blogs:
http://francinecruz.blogspot.com/
http://palavrascomacucar.blogspot.com
Bjossssssss

Jaime Guimarães disse...

Ah, essas deliciosas "viagens loucas de amor", são até mais comuns do que imaginamos! rs

E, hum...continuar? Acho que não. Tá com um final feliz. O leitor que faça conjecturas do que pode acontecer com o casal daqui pra frente. A não ser que a autora tenha algumas ideias para prosseguir com essa história e arrumar um desfecho...surpreendente!

Bj! Gostei! =D

Simone P. Cardoso disse...

Adorei saber desse "detalhe"srsrs...ai continua que está bom!

beijocas

Mattheus Rocha disse...

Claro que deve continuar !!!!!

Aline Vasconcellos disse...

Sim, você deve continuar... Gostei muito do seu blog, me identifiquei bastante..