sábado, 17 de outubro de 2009

Noites de loucura. Parte III (FINAL)

  Estava de camisa de força, gritando muito! Dizia: - Não!!! Não sou louco!! Me tirem daqui!
  Todos seus colegas presentes segurando-o, estaria louco? -Por favor não!! Me tirem daqui!!
  Um suspiro longo, abre os olhos, olha em volta, estava agora acordado, tivera sido um sonho, daqueles bem reais. Levanta-se, esfrega o rosto, olha sua humilde quitinet, a vida estava muito solitária desde que se separou e via os filhos de 15 em 15 dias. Sentiu saudades, mas mesmo quando moravam todos juntos, ele quase não ficava em casa, motivo pelo qual a esposa  deixou-o e foi aventurar-se com um novo amor. Nunca admitira a imensa tristeza que ficou no coração, mas como tudo na vida, deixou passar e agora vivia sozinho e trabalhando com loucos feito um louco. - Por que não lutei pela minha família! Disse Astrogildo sozinho, já arrumando as coisas para ir trabalhar.
  No caminho para o trabalho pensava que de hoje não passava a descoberta do que acontecia naquele último leito 274. -Hoje vou chegar de fininho... Pego aquele doido no flagra e descubro o que está acontecendo! Disse isso mas nem percebeu que falara em voz alta, e as pessoas em volta dele no ônibos o olharam, deviam estar pensando que era louco! Mas Astrogildo nem estava preocupado com isso, queria mudar, queria ser mais vivido, cansara de ser calmo demais e viu que a vida passava. Foi como se derrepente acordasse.
  Chegou ao hospital dando boa noite, falando com todos e viu um dos pacientes com a orelha grudada na parede, virou o interno e disse: -Seu Gil, vem aqui seu Gil, olha que estranho!
  Gil chegou perto, meio desconfiado, colocou a orelha, e não escutou nada. Olhou para o interno e disse:
-Não escutei nada! Disse com desdem
-Pois é seu Gil, está assim desde ontem, quando o senhor não está, fica calminho... Disse o interno ao enfermeiro.
 Saiu Gil  pensando: e eu ainda parei, devo estar meio pertubado mesmo... Mas será que ele quiz dizer alguma coisa?
 As horas se passaram e Gil arquitetou seu plano. Horas depois estava escondido numa sala médica ao lado do leito suspeito e combinou com a medrosa Lediene de fazer sua Ronda, reclamando muito Lediene aceitou, pois a curiosidade superou seu medo.
  Hora da ronda, estava na sala ao lado, dava para escutar os passos de Lediene vindo em direção ao leito 274, foi quando Gil escutou: - Aí! Tô podre! E uma fungada(shuuiiiiiiii) Aí! Tô podre!!!
 Pulou no leito, e deu de cara com a cena. O interno enfiava os dedos por entre as nádegas, -Aí, (cheirava os dedos) e dizia: - Tô podre! Aí tô podre!!! Seu Gil por que estou assim fedendo, podre? Sente o cheirinho seu Gil, vê se eu tô podre. Uma cena lastimável...
 - Preciso de férias!!! Gil apagou a luz, mandou Lidiene voltar e gargalhou muito voltando para seu posto.
- Nem te conto Lidiene!!! Gil gargalha e sua voz ecoa pelos corredores... KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK...

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